Sumo de Açai-a fruta da globalização no Quental Biológico em Coimbra
Maio 8, 2010 por admin
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É com prazer que temos a sua disposição o sumo de açai. Para o obter basta contactar-nos põe email quentalbiologico@sapo.pt, que enviaremos para todo o país. Mas afinal de contas o que é o açai?
“Chegamos às da 3 da manhã a noite está escura, a temperatura é agradável e o porto de Belém fervilha. A cidade ainda repousa, mas o cais já fervilha de agitação, tudo o que vem das profundezas da amazónia aqui desembarca. Há dezenas de variedades de frutas exóticas, legumes com formatos estranhos, peixes de água doce de um tamanho desconcertante. E, acima de tudo, há o açaí.
O açaí é o fruto de uma variedade de palmeira que prolifera na bacia amazónica. Ele é colhido em cachos bem na copa das árvores.
O açai é vermelho arroxeado com laivos violeta, ele lembra o mirtilo ou o cassis pela sua aparência e seu tamanho, e o chocolate pelo sabor. Mas o mais surpreendente é que esse fruto, recentemente glorificado por suas virtudes medicinais e nutritivas – algumas bem reais, outras, imaginárias – , se lançou à conquista dos países ricos é hoje consumido em forma de sumo, gelado, bolo, comprimido e até em bebida alcoólica. As grandes marcas de refrigerantes e as de cosméticos também se interessaram por ele.
O Açai é fruto da globalização
O açai apenas era vendido em Belém. Hoje em dia pode ser encontrado na Califórnia, no Japão, na Austrália, amanhã na Europa… na Internet.
“O açaí é o fruto da globalização”, resume a governadora do Estado do Pará. “No futuro, poderá encontrá-lo nas prateleiras do supermercado, ao lado de um qualquer garrafa de sumo”.
Todas as noites no porto de Belém, são arrancados dos porões dos barcos milhares de cestos, todos idênticos, cheios de açaí, colhidos na floresta; eles se amontoam na plataforma esperando por compradores. À medida que chegam, eles mergulham suas mãos nos cestos, apalpam os frutos, provam as bagas, oferecem um preço e negociam antes de encerrar a compra.
Em Belém, o açaí é um alimento essencial alimento vendido em centenas de tendas, sinalizadas por um minúsculo letreiro vermelho.
A receita é simples e económica. Descascado e misturado com água, ele vira uma polpa que é misturada com mandioca ou peixe frito. “O açaí é um prato popular que mata a fome”, diz Reginaldo, dono de um minúsculo restaurante instalado ao ar livre no porto. “É bom para a saúde. Aqueles que colhem os frutos na floresta, longe de tudo, nunca ficam doentes”.
Algumas indicações do Açai
Ainda que cause sonolência, acredita-se que o fruto da “palmeira pinot” seja um remédio contra a anemia, melhore o desempenho sexual e desportivo, combata certos tipos de cancro e favoreça a luta contra o envelhecimento das células…
Os médicos recomendam dá-lo às crianças a partir dos seis meses. “Na verdade, quando os bebés têm dois meses os pais já o colocam no biberão, garante o comerciante Mario Maves, que abriu recentemente no centro da cidade a primeira loja de luxo onde se realiza uma série de preparações de açai.
Os benefícios do açaí são verdadeiros, mas a pequena baga não é o elixir da juventude e Ana Vânia de Carvalho sabe bem disso. Cientista, a jovem dirige um departamento de pesquisa na Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. “Os primeiros resultados mostram que o açaí faz parte dos frutos que possuem mais antioxidantes, que combatem o envelhecimento precoce. O açaí também é rico em fibras, e é um alimento muito energético, recomendado para desportistas. As outras vantagens que lhe são atribuídas não se baseiam em dados científicos sérios. O açaí está na moda. Em grande parte, é um produto de marketing”.
No entanto, seu sucesso é um caso típico. Há três anos, o açaí era um produto cuja fama não ultrapassava o nordeste do Brasil. Em seguida, ele tornou-se a bebida obrigatória dos desportistas do Rio de Janeiro, e conquistou, sob forma de gelado, as praias de Copacabana e Ipanema. Desde então a moda chegou na Califórnia e a Flórida. Puro ou misturado a outras frutas exóticas, o açaí é mais frequentemente vendido em sumo.
Aquele que é importado pela empresa Belizza e comercializado na Califórnia resume bem as vantagens atribuídas ao açaí. A embalagem de plástico evoca uma bebida “cheia de antioxidantes, cheia de vitaminas e que fornece às pessoas activas energia durante horas”.
O Açai contribui para o desenvolvimento económico da região do Estado do Para
Esse sucesso nos mercados estrangeiros é óptimo para a indústria local. Ex-funcionário do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), enviado ao Pará na época da construção da Rodovia Transamazónica, Ben-Hur Borges, hoje voltado para os negócios, é um deles. Há cerca de dez anos, ele criou uma pequena empresa de produção de açaí a meia hora de barco dos grandes bancos instalados no centro de Belém. “Eu mal tinha 35 hectares para explorar, e vendia por todo o Brasil. Depois os americanos chegaram, e comparam toda minha produção. Fui o primeiro exportador da região. Hoje, envio mais de 100 mil toneladas de açaí por ano para toda parte. Vendo para os Estados Unidos, a Nova Zelândia, qualquer país do norte da Europa, a Suíça e a Grã-Bretanha há dois anos. Por meio de Portugal, nosso antigo colonizador, vou chegar no sul da Europa. O mercado está em plena expansão”.
A empresa do ex-funcionário, a Amazon Frut, emprega centenas de agricultores. No auge da estação, entre Novembro e Março, ela emprega quase 50 pessoas nas instalações da produção, e em uma pequena ilha no delta do Amazonas, Murutuku. Ao mesmo tempo moderna e antiquada, a empresa vale ser visitada, com sua rede de caminho de ferro – ou melhor, trilhos de madeira – para transportar a matéria-prima, as suas construções de uma limpeza exemplar, onde a polpa da fruta é congelada em grandes tonéis antes de ser exportada, e sua máquina a vapor antiga; descoberta toda enferrujada numa antiga serralharia, ela foi restaurada e voltou a trabalhar, queimando os caroços de açaí e fornecendo energia para a fábrica, a comunidade local e a escola local.
“A região era pobre mas a produção do açaí permitiu o seu desenvolvimento económico”, garante o dono da Amazon Frut. É o mesmo que diz o secretário estadual da Agricultura, que sonha em desenvolver o sector. Este emprega quase um habitante em cada dez no Estado, e representa 10% das exportações agrícolas do Pará. “A prioridade é aumentar a produção”, diz Cássio Pereira. Das 500 mil toneladas colhidas a cada ano, pode-se passar a 700 mil toneladas explorando palmeiras que estão em zonas mais inacessíveis…
A governadora do Pará – Estado que tem 2,5 vezes a superfície da França – também pensa nisso, no contexto de um programa de reflorestamento dessa parte da Amazónia (projecto criticado por associações de defesa do meio ambiente que temem a monocultura). “Ao longo dos próximos cinco anos, previmos plantar 1 bilhão de árvores no Pará. Parte delas serão palmeiras que dão o açaí“, afirma a política socialista. Um futuro promissor… mas a mania dos consumidores dos países ricos pela pequena baga roxa pode muito bem despertar o apetite de uma concorrência ainda inexistente. Belém já viveu uma decepção parecida.
A síndrome da borracha este distante e que não se repita a triste sina
Foi no fim do século 19. Belém e Manaus, viviam do monopólio da extracção da borracha. A seringueira de onde ela é retirada não crescia em nenhum outro sítio. Até o dia em que os britânicos conseguiram, com exemplares levados da Amazónia, ambientar a árvore nas suas colónias na Ásia. O fim do monopólio chegou, e, com ele, o declínio de Belém. Será que a história se repetirá?
Outros Estados do Brasil já começam a cultivar a famosa palmeira. E delegações da Colômbia, Suriname, Bolívia dirigem-se ao Pará para aprender a tirar proveito da árvore mágica. E a Ásia, não seguirá esse caminho? A perspectiva não preocupa os dirigentes do Estado. “A concorrência é uma coisa boa. Ela não nos assusta. Somos os melhores, mais competitivos. Sempre teremos uma distância de vantagem”, responde o secretário estadual da Agricultura. A síndrome da borracha está distante.
A venda no Quental Biológico em Coimbra- Temos a honra de ter a sua disposição o sumo de açai enriquecido com antioxidantes. Para mais informações contactar: 964197770 ou quentalbiologico@sapo.pt
Adaptado do Le Monde num artigo de Jean-Pierre Tuquoi


Bom dia gostaria de saber qual o preço do sumo de açai e se também vendem o futo.
Enviam por correio?
Muito obrigado.
Cumprimentos
Susana Machado
Boa noite. Gostaria de saber se existe algum local em Coimbra e arredores onde se venda o creme de açaí. Muito Obrigado